VERSÕES ESPECIAL BELCHIOR: EMICIDA x ELIS REGINA x ROBERTO CARLOS x NEVILTON x BRUNO SOUTO x LEMOSKINE x THE BAGGIOS



Na semana passada, mais precisamente no dia 26 de outubro, Antonio Carlos Belchior, um dos malditos da MPB e conhecido também como parte integrante do “Pessoal do Ceará” (ao lado de Fagner, Amelinha e Ednaldo), completaria 74 anos.

A sua existência ficou um tanto quanto esquecida, meio que propositalmente devido ao seu distanciamento dos holofotes, porém, após a sua morte, a música e a figura de Belchior alcançou destaque através da nova geração: seu bigode extravagante estampa hoje grafites pelas ruas de São Paulo, decorações de bares e apartamentos, além de artes compartilhadas pela rede com a sua imagem e a célebre frase que faz parte do single “Sujeito de Sorte“, “Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro“. A coluna Versões de hoje é especial, uma homenagem do Monophono à esse gênio da música brasileira.

Confira abaixo alguma das músicas originais de Belchior e suas versões interpretadas por Elis Regina, Roberto Carlos, Nevilton, Bruno Souto, Lemoskine, The Baggios, além de uma faixa sampleada  pelo rapper Emicida.

SUJEITO DE SORTE

A faixa “Sujeito de Sorte“, presente no álbum “Alucinação” de 1976, além de ser um clássico, ficou ainda mais evidenciada após o sampler utilizado por Emicida na música “Amarelo“, ao lado de Majur e Pablo Vittar. O single em questão também leva o nome do último álbum lançado por Emicida, o qual fizemos uma ótima resenha que pode ser conferida aqui. O responsável por fazer uma versão de “Sujeito de Sorte” foi o músico Nevilton, faixa  presente no álbum tributo ao BelchiorAinda Somos os Mesmos” de 2014.

Confira abaixo a música original por Belchior, o sampler por Emicida e a versão de Nevilton para “Sujeito de Sorte“:

VELHA ROUPA COLORIDA E COMO NOSSOS PAIS

As faixas “Velha Roupa Colorida” e “Como Nossos Pais“, também presentes no álbum “Alucinação” de 1976, ficaram eternizadas na voz de Elis Regina, e ajudaram a tornar Belchior um artista conhecido nacionalmente.

MUCURIPE

Faixa integrante do álbum “Divina Comédia Romântica” de 1991, “Mucuripe” foi lançada inicialmente por Roberto Carlos no ano de 1975.

ALUCINAÇÃO E NÃO LEVE FLORES 

As duas faixas “Alucinação” e “Não Leve Flores“, também presentes no álbum “Alucinação” de 1976 (um dos melhores álbuns de Belchior na opinião desse editor), fazem parte do disco Tributo “Ainda Somos os Mesmos” de 2014, e foram interpretadas respectivamente pelos músicos Bruno Souto e Rodrigo Lemes, aka Lemoskine (A Banda Mais Bonita da Cidade).

TODO SUJO DE BATOM

A faixa final desse Versões especial, está presente no álbum homônimo de estreia do compositor e cantor, “Belchior“, de 1974. A versão escolhida a dedo para fechar essa edição, ficou por conta dos roqueiros sergipanos do The Baggios, presente no EP Bônus tributo à Belchior, “Entre o Sonho e o Som” de 2014. Uma das versões mais legais e pesadas já feitas para homenagear o músico cearense.

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