MOPHO: AOS 35 ANOS DE “BESTIAL DEVASTATION”, DOIS MOMENTOS DO SEPULTURA AO VIVO EM 85



Aquele espaço de tempo em que o Sepultura explodiu mundo afora, entre os discos “Beneath the Remains” e “Arise”, foi suficiente para transformar o quarteto brasileiro em uma das mais alucinantes bandas ao vivo do período, um verdadeiro triturador musical que transmutava qualquer show em carnificina, capaz de colocar no chinelo – e com facilidade notável – qualquer nome estabelecido/consagrado que cruzasse seu caminho (mesmo um impressionado Ozzy Osbourne sentiu de perto esse terremoto sul-americano, ao escalar o grupo para abrir uma de suas inumeráveis excursões de “despedida”). As mudanças de rumo e de formação jamais diluirão esse tornado thrash, resultado de um misto de descoberta, empolgação e confiança no próprio trabalho – e que marcou o início dos anos 90 como uma das últimas manifestações legítimas do estilo em questão.



Porém, anos antes de chegar a esse patamar de qualidade internacional, a banda cortou um dobrado em precárias turnês nacionais – e esse caminho de pedras contribuiu diretamente para que o crescimento cênico dos caras fosse tão impressionante. A história já começava a ser escrita em letras sanguinolentas, contudo – “Bestial Devastation”, que no primeiro de dezembro passado completou 35 anos, permanece até hoje como nosso mais simbólico e mítico álbum extremo, e as apresentações registradas na época e que hoje estão disponíveis na Web aliam ebulição adolescente, estrutura mambembe e a música mais radical já surgida no país até ali. A coluna Mopho dessa semana apresenta duas dessas relíquias.

Em Belo Horizonte, cidade natal do grupo, com covers de Kreator e Slayer:


Também em BH – qualidade sofrível, mas como registro histórico é imprescindível:

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