MEUS DISCOS: CHET BAKER SINGS


A coluna Meus Discos de hoje apresenta um dos álbuns de jazz de maior apreço da minha coleção: “Chet Baker Sings“.

Chesney HenryChetBaker Jr., nasceu em Oklahoma,  no centro-oeste dos EUA no ano de 1929. Influenciado pelo pai, também músico, ganhou seu primeiro instrumento aos 10 anos, um trombone, presente esse que logo foi trocado por um trompete, um instrumento menor e de melhor adaptação para sua idade. Chet, já apaixonado por Jazz, estudou até ingressar às forças armadas e serviu em Berlim no ano de 1946. Após o seu retorno aos EUA, deu início a sua carreira de músico através do quarteto do saxofonista Gerry Mulligan, com o qual trabalhou por alguns anos até fundar seu próprio grupo em 1953, ficando conhecido como um dos maiores trompetistas de jazz do mundo.  Apesar do sucesso, sua carreira ficou marcada por prisões e escândalos motivados pelo seu envolvimento com drogas.
 

QUANDO CHET CANTOU, O MUNDO OUVIU

O álbum “Chet Baker Sings“, gravado entre 1954 e 1956,  é a estréia do músico também como cantor. Tanto os fãs de jazz quanto os de pop ficaram encantados com os tons suaves do trompetista, que ficou conhecido também como vocalista através desse lançamento. A partir dai, Chet cantaria até o fim da sua carreira. Uma trágica e misteriosa morte ocorreu no ano de 1988: Aos 58, Chet caiu da janela do hotel que se hospedava em Amsterdã e até hoje há controvérsias sobre o incidente, se foi um acidente ou suicídio.

O músico fez uma breve  passagem pelo Brasil no ano de 1985, quando participou do Free Jazz Festival. Em seus momentos de folga, era visto pelos botecos da Lapa acompanhado de músicos cariocas curtindo noite a fora.

SOBRE “SINGS”

A primeira edição do disco foi lançada em 1954 contendo 8 faixas: “But Not for Me“, “Time After Time”, “My Funny Valentine”, “I Fall in Love Too Easily”, “There Will Never Be Another You“, “I Get Along Without You Very Well (Except Sometimes)“, “The Thrill is Gone” e “Look for the Silver Lining“.

Em 1956 uma reedição foi lançada, agora incluindo mais 6 músicas gravadas naquele ano: “That Old Feeling“, “It’s Always You“, “Like Someone in Love”, “My Ideal“, “I’ve Never Been in Love Before” e “My Buddy“.

Destaque para as faixas “That Old Feeling“, que abre  o disco com um jazz mais animado e dançante, e para a belíssima “My Funny Valantine“, com sua voz calma, como se quase falasse aos nossos ouvidos, acompanhada pelo baixo de James Bond construindo um contraponto com o piano. 

Em 2001 o álbum recebeu o prêmio Grammy Hall of Fame.  Item obrigatório em qualquer coleção, é considerado o melhor disco da carreira de Chet Baker

Inúmeras prensagens do disco foram lançadas pelo mundo. Esse em questão, foi lançado pelo selo Not Now Music, em vinil azul translucido 180 gramas. É possível adquirir uma cópia através da Amazon Brasil clicando aqui.

Confira abaixo, na íntegra, “Chet Baker Sings“:

Deixe uma resposta