O QUE ESTA ROLANDO NO MEU IPOD: ESPECIAL CARNAVAL


É Carnaval! E aproveitando essa festa que tem tudo haver com música a coluna O QUE ESTA ROLANDO NO MEU IPOD traz uma matéria especial com um pouco da história dessa festa popular e dos diversos ritmos que a embalam Brasil a fora.

A origem do Carnaval remonta à Grécia antiga em meados dos anos de 600 a 520 a.C. sendo uma festa onde os gregos agradeciam aos deuses a fertilidade do solo e a produção do ano. Mais tarde, em 590 d.C a comemoração foi adotada pelo calendário da Igreja Católica.

Para festejar o longo período de privações que se iniciavam através do jejum da Quaresma, os Católicos criaram uma série de festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas que é o primeiro dia da Quaresma. A palavra Carnaval vem do latim carne vale que significa literalmente “Adeus à carne”.

Já na Idade Média, cada cidade comemorava o Carnaval a sua maneira de acordo com seus modos e costumes locais, no entanto o modelo que conhecemos de desfiles e fantasias tem origem na França da época vitoriana do século XIX onde, além dos desfiles, aconteciam os famosos bailes de máscaras.

Este modelo foi exportado de Paris para cidades como o Rio de Janeiro, Nice, New Orleans e Toronto. Em New Orleans, nos EUA, a festa leva o nome de Mardi Grass, um termo francês que significa Terça Gorda.

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No Rio de Janeiro o desfile de fantasias foi reformulado até se tornar o desfile de Escola de Sambas, modelos que então seria exportado para outras cidades como São Paulo, Tóquio, e até Finlândia.

No Brasil, em todas as diferentes comemorações carnavalescas em diferentes lugares, a música sempre é a atração principal.

Dos anos 20 aos anos 60, as grades vedetes do Carnaval eram as Marchinhas de Carnaval que embalavam os bailes de Carnaval e também o popular Carnaval de Rua do Rio de Janeiro onde as pessoas reuniam os amigos, se fantasiavam e saiam nas ruas “pulando” e “brincado” o Carnaval. Eram os chamados blocos de rua que mais tarde dariam origem as Escolas de Samba.

A primeira marchinha de Carnaval que sem tem noticias é uma composição de 1899 de Chiquinha Gonzaga chamada “O Abre Alas” feita especialmente para o então cordão carnavalesco carioca Rosas de Ouro.

Tais musicas eram chamadas de Marchinha, pois utilizavam o compasso binário das Marchas Militares de forma mais acelerada, animadas melodias, e letras repletas de duplo sentido.

A partir dos anos 60 a Marchinha de Carnaval começou a dar espaço ao Samba Enredo, e os blocos de rua juntando-se em agremiações chamadas Escolas de Samba, no entanto ainda nos dias de hoje são revividas em saudosos Bailes de Carnaval.

Assim, principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo, a grande atração do Carnaval é o desfile das Escolas de Sambas. Diversas agremiações, embaladas por um Samba Enredo, contam uma história através de um desfile em forma de cortejo embalado pela bateria. Seus

componentes usam fantasias alusivas ao tema escolhido e desfilam no chão ou em cima de carros alegóricos.

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Trata-se de uma organizada competição dividida por divisões onde, ao final, através de apuração de votos de jurados é escolhida a Escola de Samba campeã do Carnaval.

Já em Pernambuco não existe Carnaval sem o Frevo de Recife.

O Frevo é um ritmo musical e uma dança que mistura marcha, maxixe e elementos da capoeira. Criada na Recife do século XIX, o Frevo é um ritmo extremamente acelerado e desde sua criação era executado durante o Carnaval quando os blocos de Frevo saem nas ruas para se enfrentarem dançando o Frevo.

As sombrinhas coloridas usadas pelos passistas de Frevo é uma alusão aos porretes que eram usados como arma pelos capoeiristas.

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O Frevo tornou-se conhecido nacionalmente no Carnaval de 1957 quando uma composição em Frevo de Nelson Ferreira para o Bloco carioca Batutas de São José venceu o Carnaval daquele ano batendo as tradicionais Marchinhas de Carnaval.

Até hoje o famoso Bloco Galo da Madrugada é o responsável por manter viva a tradição do Frevo em Recife.

Também em Pernambuco, em Olinda, é mundialmente famoso o desfile dos Bonecos de Olinda, bonecos de mais de dois metros e coloridos que saem nas ruas juntos com os foliões, reunindo mais de um milhão de pessoas no Carnaval divididas em mais de 500 grupos carnavalescos.

Na Bahia o Carnaval é embalado pelo Axé, gênero musical nascido na década de 80 durante o Carnaval de Salvador e que é uma mistura do frevo como forró, maracatu, reggae e calipso.

Durante todo o Carnaval soteropolitano o chamado Axé Music é executado em trios elétricos que arrastam multidões pelas ruas de Salvador cantando e dançado.

A origem do Trio Elétrico remonta a 1950 quando Dodô e Osmar, utilizando uma guitarra elétrica rudimentar (que ficaria conhecida como guitarra baiana) decidiram tocar frevo em cima de um Ford 1929, a famosa Fobica, pelas ruas de Salvador, nascendo então o primeiro Trio Elétrico que se tornaria nacionalmente conhecido em 1968 através de Caetano Veloso com a música “Atrás do Trio Elétrico”.

Então só instrumental, foram os Novos Baianos os primeiros a subirem no Trio Elétrico no Carnaval para cantar.

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Também na Bahia é famoso o Carnaval embalado pela música de origem africana e jamaicana dos famosos Blocos de Rua como o Filhos da Gandhi, Araketu, Olodum, dentre outros.

Seja a sua maneira própria, ou até aproveitando o feriado prolongado para descansar, aproveitem o Carnaval, pois a época é de festa.

Semana que vem tem mais!

Boas melodias!

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